O teu riso
Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.
Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.
A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.
Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.
À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera , amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.
Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.
Café e Direito! Meu blog está meio abandonado...muito Direito está me tirando o tempo do café! Sinto falta de escrever, mas não acho inspiração. Hoje estou um pouco inspirada para escrever nada. É nada. Talvez o nada represente uma calmaria ou quem sabe o cansaço. Se for o cansaço o nada deixa de ser a ausência pra se tornar o acumulo das coisas. Se for calmaria, também é muita coisa, pois pode ser plenitude. Não tenho tido grandes devaneios ultimamente apenas uma saudade. Tem dias que dá uma saudade de outros dias. Estou numa fase espectadora da minha própria vida, e isso é muito interessante. Me percebo como sujeito ativo nas minhas relações pessoais e profissionais !me observo! Consigo me perceber interagindo com o mundo e ao mesmo tempo em que interajo aprecio minha atuação. Posso garantir que é fantástico. Tenho a nítida impressão de conseguir ler a alma humana, de saber quais as emoções que regem as pessoas a minha volta, quais suas...
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